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REGRA # 7 – Cuide dos seus recebíveis com carinho

Por Fernando Blanco (parceiro de conteúdo da ANTECIPA)

Não é de hoje que os recebíveis (duplicatas, cheques, de cartões) tornaram-se fundamentais para o financiamento do capital de giro empresarial. Acontece que hoje em dia eles são absolutamente fundamentais e praticamente a única opção disponível para a maioria das empresas.

Os seus recebíveis, portanto, valem ouro e precisam ser cuidados como uma joia rara. E eu pergunto: você cuida?

Historicamente, tínhamos os bancos e as factorings descontando recebíveis. Estas últimas passaram a atuar como FIDCs (os famosos fundos de direitos creditórios), mas sem competitividade contra os bancos. Isso mudou e hoje estes fundos muitas vezes batem os maiores bancos do Brasil, tornando-se uma excelente fonte de financiamento.

CREDIBILIDADE – Como em tudo que se refere a crédito, credibilidade é tudo (pode parecer, mas não é trocadilho infame). Os bancos monitoram os seus recebíveis, para garantir que não há alguma fraude no processo.

Neste sentido, tenha cuidado especial com as trocas frequentes de títulos. No mercado financeiro procuramos empresas cujos títulos “tenham liquidez”, ou seja, que uma vez emitidos sejam pagos pelo sacado. E não substituídos por outros recebíveis ou pagos pela própria empresa, sugerindo que os anteriores eram frios.

Reforçando, num mundo em que o recebível é a melhor – senão a única – alternativa para financiar o seu negócio, definitivamente você não vai querer detonar sua confiabilidade.

TODO TÍTULO É IGUAL? – Não! Mas as empresas os tratam como se fosse. Por exemplo, a sua empresa tem duas duplicatas, uma contra uma poderosa indústria multinacional e outra contra um atacadista nacional de porte porte.

São empresa de risco bem diferentes, cujo apetite de crédito dos financiadores é igualmente diferente. Então por que descontar os dois pelo mesmo preço em algum banco ou FIDC?

Se cada ativo seu tem um risco diferente, este recebível também deve ser descontado por uma taxa diferente. Infelizmente, todos tendem a ser descontados pela mesma taxa e balizados pelo risco de pior qualidade.

FAZENDO CONTA – aqui o recado vale para as duas pontas da equação comercial empresarial: cedentes e sacados podem – e devem – negociar muito bem suas condições de pagamento. Afinal, sacado com caixa aplica mal sua liquidez enquanto o que cedente paga caro pelo capital de giro toma no mercado.

Não precisa ser um gênio para perceber que os bancos ficam com uma fatia enorme desta ineficiência. Conversem, façam conta, que valerá muito a pena para as duas partes!

Fernando Blanco é presidente do IDCC – Instituto para o Desenvolvimento da Cultura do Crédito (www.idcc.com.br) e parceiro de conteúdo da ANTECIPA. Ocupou posições de Presidente de seguradoras de crédito e de Diretor de bancos. É consultor, mentor e professor de crédito, liderança, estratégia e empreendedorismo. Também é coautor do livro Os 7 Passos para o Melhor Relacionamento Bancário e atua como mentor do Instituto Endeavor.

Fale com Fernando Blanco pelo LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/fernandoblanco/  ou via [email protected].

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